sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Maternidade conflituosa!

Tanto se ouve agora sobre como educar corretamente, sobre o que pode e o que não pode comer, sim esta correto, temos sempre que nos aperfeiçoar. Ao longo dos anos diversos mitos foram vencidos, o do parto acho que é o mais difícil, ainda gera conflito por causa do medo de sentir dor, dai é coisa pessoal, cada um sabe de sua capacidade, mas se houvesse, no entanto, um empenho maior dos médicos, duvido que esse número absurdo de cesáreas não caísse, mas a medicina, tal qual a farmacologia, dependem disso para viver, remédios e cirurgias tornam os médicos e indústrias farmacêuticas cada vez mais ricas.

Algo que mudei completamente é sobre a alimentação, nunca fui mesmo de 'socar' doce nos meus filhos, mas hoje, realmente, diminui ainda mais. Doces e refrigerantes estão cada vez menos aparecendo na minha casa, eles comem sim, mas em doses muito pequenas e nunca diárias. O refrigerante é um veneno comprovado, os doces trazem açúcares que somente pioram as condições já não muito fáceis das crianças a respeito de seu comportamento, ficam ainda mais elétricos com tanta carga de energia, uma energia que se não for gasta, certamente se transformará em gordura, gerando jovenzinhos obesos.

Educar sempre será a tarefa, de todas a mais difícil, tanto para a mãe que trabalha fora ou para a mãe que trabalha 'dentro', a falta de compreensão com as fases de desenvolvimento infantil, o conceito do - eu fui criada assim e, a pior de todas, o descaso.
Existe uma fórmula ? Não ! Cada família tem a sua, cada um saberá como educar seus filhos, mas tendo em mente certos detalhes, todos se sairão bem. Criar meninas e meninos é a mesma coisa ? Bom, eu tenho os dois e diria que não, não é a mesma coisa! Elas, por natureza são muito mais calmas e eles, muito mais agitados. Meu primeiro filho, o Thomas, sofreu com minha falta de preparo para ser mãe, eu não entendia as coisas da forma como entendo hoje e infelizmente o chinelo cantou várias vezes, não me orgulho em dizer que até hoje a única coisa que o amedronta é isso e a criação dele foi muito equivocada, quis repetir o que me foi passado como certo, criança tem que apanhar pra aprender... e, as coisas não são bem assim, as crianças não precisam apanhar nunca, nós é que precisamos educa-los. Nunca é tarde para mudar de métodos, mas o costume é difícil, vicia... e pega demais no dia dia. Não tem como não deixar escapar um " Se não eu vou te bater!", tenho me controlado demais, ainda dou uns berros, porque realmente o bicho pega aqui. Bom, vamos aprendendo com o dia dia como mudar isso e corrigir os erros.
Um erro somente é um ERRO, quando sabemos que estamos fazendo errado e mesmo assim, continuamos a fazer!

As maiores controvérsias que vejo por ai são nos princípios, uma mãe que se preocupa com o que o filho come, mas não se preocupa com aquilo que lhe ensina. 
Não deixa o filho ver desenhos 'violentos', nem jogar vídeo game, mas assiste novela todos os dias com eles e lhe ensinam músicas de palavreado duvidoso.
A mãe que não demonstra nada para a filha de que existe sim um mundo cor de rosa de feminilidade e cuidados, mas que não se preocupa em lhe ensinar coisas como amar os animais, respeitar idosos, dividir, compartilhar...

Eu vejo cada vez mais uma hipocrisia materna crescer nas redes sociais, mães que se auto veneram por praticar diversas atividades que sempre foram muito normais, o que não lhes renderia nenhum mérito nos anos 50 ou 60, mas que hoje as transformam em mártires da maternidade. Toda mãe cuida dos filhos, seja ela a executiva ou a dona de casa, abdicar da carreira ou de cuidar dos filhos em casa, é uma questão PESSOAL, onde não deve existir julgamentos, cada um sabe como se sente feliz e realizado e a máxima do; " o que serve para mim, nem sempre serve para você", é usada nessa questão. Além do mais, vivemos num país pobre, onde temos que trabalhar muito para poder ter o básico, trabalhar nem sempre é uma opção, normalmente não passa de uma necessidade. Então vejo mães condenando outras porque seus filhos aos 4 meses vão para creches e berçários passar o dia todo enquanto trabalham, isso sim é lastimável, um julgamento desnecessário (se é que existe um julgamento necessário!). 

Vejo a maternidade como um momento da vida, mesmo sabendo que serei mãe por toda a minha vida, mas os filhos tem necessidades diferentes em cada época de suas vidas e chegará o momento em que eu serei mais a conselheira e expectadora do que a mãe. Quero viver esses momentos hoje, de trocar fraldas, de dar o peito, de ouvir os choros, de acordar na madrugada, de fazer as papinhas, de contar histórias, de ouvir música e dançar juntos, passear no parque... eu quero isso, não vejo outra coisa melhor nesse momento, mas enxergo que isso é transitório, quando eles crescerem, terei de retomar um "Eu" totalmente perdido no tempo, um "Eu" sem essas coisas todas pra fazer, por essa razão acho que mesmo em casa, mesmo sendo essa mãe dona de casa, temos de nos manter ativas, com o cérebro funcionando e nada alienadas sobre o que se passa no mundo. Pois há vida além da maternidade, há outros diversos assuntos além de filhos, há livros maravilhosos que não sejam sobre crianças!!! Acho que no meu caso, mantenho uma vida paralela, seguindo ao lado, para que, no momento certo, ela assuma novamente a direção. Cada coisa à seu tempo.



Nenhum comentário:

Postar um comentário